Integração Sensorial

A terapia de Integração Sensorial foi desenvolvida por uma terapeuta ocupacional americana, Jean Ayres, que baseou os seus estudos na neurociência, educação, biologia e psicologia. Ayres definiu a Integração Sensorial como “processo neurológico que organiza as sensações do nosso corpo e do ambiente e torna possível usar o corpo de forma efetiva com o ambiente”

A teoria é utilizada para explicar a relação entre o cérebro e o comportamento e explica porquê indivíduos respondem de uma determinada maneira aos inputs sensoriais e como isso afeta o comportamento. Utilizamos a técnica de Integração Sensorial para trabalhar com Disfunções do Processamento Sensorial.

O indivíduo recebe informações sensoriais através dos sete sentidos – visão, audição, paladar, olfato, tato, movimento e propriocepção (os dois últimos responsáveis pela noção da posição do corpo no ambiente em relação à gravidade). E o nosso cérebro deverá receber essas informações de forma simultânea, reconhecê-las, integrá-las e organizá-las para devolver ao ambiente, através do nosso corpo, respostas eficientes. As crianças que apresentam disfunções no processamento sensorial são incapazes de processar e integrar informações sensoriais de forma efetiva e obter sucesso na execução de suas tarefas como por exemplo, aprender na escola.

Crianças com disfunção do processamento sensorial têm dificuldade em detectar, regular, interpretar e responder aos inputs sensoriais e isso prejudica o seu desempenho nas atividades de vida diárias e nos seus papéis ocupacionais (auto-cuidado, brincar e aprender). A habilidade de integrar as informações sensoriais é fundamental para a criança se desenvolver e interagir com o mundo.

Alguns comportamentos observados em crianças com disfunção de processamento sensorial:

  • Baixo tônus e déficit no controle postural.
  • Criança agitada, não se controla facilmente.
  • Dificuldade de usar as duas mãos de forma simultânea, como recortar, usar brinquedos com as duas mãos, etc.
  • Dificuldades (lentidão) para rolar, rastejar ou ficar sentado.
  • Explora pouco o ambiente ou objetos.
  • Não tolera ficar em prono (barriga para baixo).
  • Não gosta de tomar banho e dificuldade nas tarefas de higiene, como cortar cabelo, unhas, certas texturas de roupas ou textura dos alimentos.
  • Reage de forma exagerada o tato, paladar, sons ou odores.
  • Não gosta de ser abraçado ou contido.
  • Dificuldades de sucção.
  • Agitação, hiperatividade.
  • Crianças muito ativas, que buscam movimentos em excesso.
  • Dificuldade em adaptar-se em novos ambientes.
  • Dificuldades para dormir.
  • Dificuldade em focar a atenção ou o oposto, focar muito numa atividade e não consegue mudar para novas tarefas ou brincadeiras.
  • Dificuldade em aprender novas tarefas motoras, precisa de mais repetições do que o esperado para a idade.
  • Desajeitado, esbarra e derruba objetos no caminho, tem dificuldade na consciência do seu corpo em relação ao espaço.
  • Não gosta de balançar, escorregar ou brincar no parque (fica nervoso e/ou agitado).
  • Não gosta de escrever, cansa-se facilmente durante uma tarefa de escrita.

Os comportamentos descritos ao lado podem ser observados numa criança com disfunção do processamento sensorial entretanto, aqui estão descritos de uma forma global.

Se a criança apresenta 4 ou mais indicações desses comportamentos ela precisará da avaliação de um terapeuta ocupacional especializado em integração sensorial que determinará, junto com a família, o seu diagnóstico e o impacto que esses comportamentos causam nas atividades de vida diária e nas tarefas escolares (no caso de crianças com idade escolar). Os diagnósticos de disfunção do processamento sensorial são:

        1. Problemas de Modulação:
            a. Defensividade tátil
            b. Defensividade sensorial
            c. Insegurança gravitacional
            d. Intolerância ao movimento
        2. Transtornos de discriminação:
            a. Dispraxia
            b. Déficit na integração bilateral e seqüenciamento
            c. Déficit no controle postural e organização do comportamento

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